Aqui se aprende o que não se aprende na escola.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Esperando...



Nas últimas semanas de gravidez uma mulher, que agora é denominada e vista por todos como mãe passa pelos mais diversos estados de espírito, sendo que muitos deles são contraditórios e simultaneos.
Como tudo o que tem a ver com a parentalidade não existem receitas de sucesso para sobreviver a esta fase final, ansiosa e para algumas pessoas desesperante! Mas posso deixar aqui as minhas técnicas de sobrevivencia para as últimas semanas antes do nascimento do novo bebé:
  • Ter o quarto e as malas prontos. É certo que vamos mudar uma data de coisas, uma data de vezes, mas o facto de já estar decido dá-nos a sensação de que está controlado. E além disso, convém controlar o que efetivamente podemos, pois há demasiado fora do nosso controle e com tendência a aumentar!
  • Aproveitar os últimos dias de liberdade. Sair com amigos, ir ao cinema, jantar fora, passar tempo com a família são tudo coisas que vamos fazer daqui a hummmmm... pois! Mais vale ser agora, para depois não pensarmos 'ai se eu soubesse...'
  • Ter planos, não demasiado rígidos. Ficar em casa a pensar 'será que é hoje?' só vai produzir mais ansiedade e deixar-nos mais preocupadas por isso convém ter planos diários, manter rotinas, dar uns passeios na rua (mesmo que seja para aproveitar a chuva), não esquecendo que há que estar atenta a todos os sinais.
  • Aproveitar para ficar bonita. Cabeleireiro, manicure, pedicure e depilação são tudo coisas que nos fazem sentir e nos tornam mais bonitas, afinal queremos apresentar-nos aos nossos filhotes no nosso melhor e ficar bem nas primeiras fotos!
  • Rir muito! E razões não faltam, Não se consegue apertar os sapatos sem nos sentirmos umas contorcionistas, não nos conseguimos levantar ou sentar com facilidade, temos sono a toda a hora, estamos cansadas mesmo quando passamos o dia a descansar!
No fundo aquilo que tento fazer é ver o lado positivo, não levar nada demasiado a sério e aproveitar para manter a calma e não stressar, haverão muitas oportunidades de perder as estribeiras depois!

Filipa Barros - grávida de 38 semanas 

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Como se faz uma pessoa...

A gravidez é um período de extrema importância na vida da mulher e do homem, onde eles saem do papel de filhos e passam a ser pais, e dos conflitos interiores para conseguirem vivenciar essa maravilhosa experiência
A gravidez traz consigo uma série de mudanças e alterações a vários níveis, sendo uma das mais inevitáveis o desenvolvimento de um bebé dentro do nosso corpo. Em paralelo a este bebé real, vai crescendo também um bebé imaginário dentro da nossa cabeça, fruto dos nossos desejos, medos, experiências e expectativas.
Esta “gravidez mental” que acontece a vários níveis com a mãe, o pai, e outras pessoas significativas na vida deste bebé tem como finalidade, preparar a todos para a chegada deste bebé, influenciar a ligação materno-fetal, e promover a vinculação, este termo inicialmente utilizado na etologia, entende-se como a tendência que os indivíduos têm para procurar a presença e a proximidade com membros da mesma espécie. Este termo foi introduzido em psicologia, e transposto da etologia; de uma forma simples, entende o crescimento de uma criança, como o resultado da relação que ela mantém com os pais.
 A “construção do ninho” é também um comportamento que ajuda a promover o vínculo e o apego entre a mãe e o recém-nascido, é algo partilhado por quase todas as espécies, uma necessidade de fornecer um ambiente seguro e confortável para a “cria” que aí vem.
Esta vinculação que a mãe e/ou os outros vão estabelecer com o feto/bebé vai influenciar bastante a qualidade das futuras ligações afectivas que vão ocorrer ao longo da vida desta ainda pequena pessoa.

A vinculação é uma necessidade primária e vital como a água, o sono e a comida. Um bebé que se sente protegido terá muito mais hipóteses de se tornar um adulto seguro de si e capaz de amar e de se sentir amado. Várias pesquisas revelam que as crianças seguras em relação aos seus pais choram menos e são mais persistentes na exploração do ambiente. Já as inseguras são mais submissas ou agressivas.

Rosa Mª Martins - Psicóloga

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Alimentação na gravidez



A alimentação na gravidez é muito importante para a saúde da mãe e do bebé e é fundamental que se baseie em cereais integrais, legumes, frutas, leguminosas, peixe e carne magra. O consumo de água é fundamental e recomenda-se a ingestão de 8 a 10 copos de água por dia.
Na alimentação da grávida durante o primeiro trimestre não é necessário consumir mais quantidade de alimentos mas deve-se ter cuidado com algumas escolhas alimentares, como:
  • álcool - o consumo de bebidas alcoólicas na gravidez está associado a atraso no crescimento e desenvolvimento do bebé por isso não devem ser consumidas pela mulher grávida;
  • adoçantes artificiais que se encontram com frequência em produtos light - alguns adoçantes não são seguros por isso o melhor é eliminar os adoçantes da alimentação durante a gravidez; 
  • café e bebidas com cafeína - pois a cafeína aumenta o risco de aborto espontâneo e por isso é recomendado que não se ultrapasse um café expresso por dia;
  • peixe - o peixe pode estar contaminados com mercúrio que passa através da placenta e pode prejudicar o bebé no desenvolvimento neurológico. Por isso deve evitar-se o consumo excessivo de alguns peixes como atum, cação e peixe espada que são mais propensos a esta contaminação. No entanto é aconselhado o consume de peixe pelo menos duas vezes por semana dando preferência a peixes como salmão e bacalhau que não têm tanta propensão a acumular mercúrio.
  • alimentos crús - quando a mulhere não está imune à toxoplasmose se tiver contacto com este parasita na gravidez tem o risco do bebé sofrer com algumas malformações e pode até causar aborto espontâneo. Assim é importante evitar o consumo de carne mal passada, peixe crú e só beber água filtrada ou fervida bem como lavar muito bem todos os alimentos que são consumidos crus como frutas e legumes e quando é possível remover a casca.
Durante a gravidez podem surgir algumas complicações que podem ser resolvidas com alguns ajustes alimentares, assim seguem algumas dicas para algumas das complicações que podem surgir:
  • náusesas e vômitos - para resolver esta situação pode se fazer refeições pequenas, frequentes e secas. Os alimentos ricos em hidratos de carbono como tostas por exemplo são facilmente digeridos e são bem tolerados e os alimentos proteicos como carne magra ou peixe podem reduzir as náuseas. Os alimentos ricos em gordura são menos tolerados.
  • azia - para alivia este problema é também aconselhado que se faça refeições pequenas e frequentes. Os pratos nas refeições princiapis podem ser trocados por pratos de sobremesa para reduzir o volume da refeição.
  • obstipação - pode ser controlada com o aumento da ingestão de líquidos e de alimentos ricos em fibras como frutas e legumes.
  • edemas e câimbras nas pernas - podem ser aliviados com a suplementação em magnésio.
  • diabetes gestacional - pode ser controlada através da alimentação mas é necessário um acompanhamento especializado e individualizado por um nutricionista.
  • hipertensão e pré-emclampsia - tem sido recomendada a suplementação em magnésio assim como a restrição de sal e diuréticos, também é essencial o acompanhamento médico.
A alimentação saudável na gravidez tem uma base comum mas varia de mulher para mulher de acordo com as complicações e gostos individuais e por isso é importante pedir sempre opinião médica antes de se fazer qualquer alteração alimentar ou toma de suplementação.

Luisa Barros - Nutricionista 

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Gravidez e Actividade Física



Durante a gravidez é importante que a mulher se mantenha activa e de preferência realize actividade física. Alguns dos benefícios são:
•Fortalecer a musculatura em geral;
•Melhorar a flexibilidade e a força;
•Ajudar a voltar à boa forma após o nascimento do bebé;
•Diminuir as dores nas costas, prisão de ventre, caimbras, inchaço e fadiga;
•Melhorar o humor, a auto-estima e a qualidade do sono.

Deve fazer 20 a 30 minutos diários, mas se antes de engravidar não praticava exercício físico deve começar por 2 a 3 vezes por semana e aumentar a frequência conforme ganha resistência. Deve realizar sempre aquecimentos e alongamentos. Se não gosta de ginásio, não há problema, as actividades do dia-a-dia e de lazer são actividade física. Troque o elevador pelas escadas, o carro pelos transportes públicos e faça uns passeios à beira-mar, no parque ou perto de casa.

No entanto, tenha em atenção:
• Utilize um soutien de desporto para suportar bem o peito; 
•Durante as primeiras 12 semanas evite qualquer forma de exercício que a faça aquecer demasiado. 
•À medida que a barriga cresce evite exercícios que impliquem estar deitada de costas ou ficar de pé por longos períodos de tempo, pois implicam uma diminuição de fluxo de sangue para o seu bebé; 
•É sugerido que a intensidade dos exercícios no primeiro e terceiro trimestre seja de leve a moderada, podendo se intensificar de moderada a alta no segundo trimestre.

Ângela Fernandes - Terapeuta

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Primeiro evento - o resultado

Decorreu, conforme esperado, a nossa primeira tertúlia cujo tema foi "Vamos ter um bebé, e agora?". A Dr.ª Rosa Martins e a Dr.ª Ângela Fernandes deram um contributo enorme para esclarecer as várias dúvidas colocadas pelos casais grávidos presentes.

Mais ainda a troca de experiências entre os casais que se encontravam em fases diferentes da gravidez foi enriquecedora para os presentes, como se pode ver pelos sorrisos de satisfação no final do nosso encontro.


Há que agradecer ainda aos nossos patrocinadores, a Medinfar, Lda. através das suas macas Oleoban e Halibut que ofereceram um kit amostra para a mamã e para o bebé e a For Babies que ofereceu uma aula de estimulação para bebés a cada casal.

Contamos com a vossa presença num novo encontro a anunciar brevemente.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Porque começar com grávidas?

Enquanto grávida e, portanto, futura mãe tenho-me deparado com todo um mundo novo que gira à volta de conselhos, técnicas, roupas, equipamentos, utensílios e afins relacionados com os bebés, a sua chegada e a vida de todos os dias. Há livros, revistas, cursos de preparação para o parto gratuitos e pagos, workshops de marcas que dão dicas úteis mas cujo objetivo principal é vender o seu produto. Estou inscrita em aulas de preparação para o parto através do Sistema Nacional de Saúde que são com uma enfermeira, participei em alguns workshops onde estão presentes vendedores e constatei que há assuntos que nunca são abordados como por exemplo as questões psicológicas da grávida, como é que o pai vive ou não a gravidez, o que muda na relação a dois quando já são três, e coisas mais 'prátias' como afinal para que serve o ovo e a alcofa, como é que posso recuperar o meu corpo do parto, etc...

Foi nesta situação que surgiu a ideia de juntar grávidas e os seus companheiros, uma psicóloga e uma terapeuta ocupacional no sentido de tentar clarificar este tipo de dúvidas que possam surgir nos últimos tempos da gravidez e no regresso a casa com o recém.nascido. A primeira atividade da Escola de Pessoas nasce, então, de uma necessidade associada a uma curiosidade incessante e uma vontade de saber mais do tamanho do mundo.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Primeiro evento


O primeiro evento da Escola será uma Tertúlia intitulada "Vamos ter um bebé, e agora?" para casais grávidos relativa às dúvidas que surgem no final da gravidez e no regresso a casa com o novo membro da família, estarão presentes duas especialistas da área uma psicóloga e uma terapeuta ocupacional.